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Histórias de Lisboa: tabernas e cafés históricos de Lisboa nos últimos 300 anos

Café tradicional com azulejos, homem a ler jornal, jovem a desenhar e elétrico amarelo de Lisboa à porta.

Há cerca de 300 anos, tal como acontecia noutras grandes cidades europeias, Lisboa - ainda antes do grande terramoto de 1755 - começava a viver uma mudança discreta, mas determinante: o aparecimento do espaço público.

O nascimento do espaço público em Lisboa

Antes de mais, altera-se a forma de olhar para a rua, as praças e a própria cidade enquanto lugares de cidadania. Em paralelo, afirma-se aquilo a que podemos chamar opinião pública, em grande medida (embora não exclusivamente) impulsionada pela divulgação crescente dos jornais.

Salões, teatros, tabernas e cafés: sociabilidade e consumo

É neste contexto que os espaços semi-públicos ganham relevância: os salões, os teatros e os locais de consumo de bebidas e comidas - vendas, tabernas, casas de pasto e, de modo cada vez mais marcante, os cafés. Eram importantes centros de convívio, cada qual com as suas particularidades, normas, clientelas e ofertas: do sempre presente vinho, das aguardentes e da cerveja, até às bebidas finas importadas, como o ponche, a filipina e o genebra - o célebre gin.

Nesses estabelecimentos, comiam-se iguarias variadas: desde os peixes mais comuns e acessíveis (como a cavala e a sardinha) até assados mais trabalhados (carne, peixes, pastéis e doçarias). Sendo espaços maioritariamente masculinos, estavam sob forte vigilância (por serem incómodos para os vários poderes do tempo), já que podiam servir de ponto de encontro a revolucionários, intelectuais, marginais ou ao simples e anónimo cidadão.

O episódio de “Histórias de Lisboa”

Neste episódio de “Histórias de Lisboa”, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a historiadora Marisa Alexandre Lousada sobre a Europa dos últimos 300 anos e o universo das tabernas e dos cafés históricos de Lisboa.

“Histórias de Lisboa” é um podcast semanal do jornalista da SIC Miguel Franco de Andrade, com sonoplastia de Salomé Rita e genérico de Nuno Rosa e Maria Antónia Mendes. A capa é de Tiago Pereira Santos, em azulejo da cozinha do Museu da Cidade - Palácio Pimenta.

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